sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai





As melhores coisas do mundo, e os eventos de maior importância têm sempre um dia a assinalar.



Hoje no dia 19 de Março, é o reflexo disso mesmo.



Apenas porque não ia deixar passar a oportunidade de te deixar aqui um beijo especial do teu filho que se orgulha muito de ti. Por seres de facto...



O Melhor Pai do Mundo!


Parabéns Pappy :)

You


Cause i just feel like it.


Here is a tribute, cause i felt like it.
Kimi o Aishiteru *@


New Light


quarta-feira, 10 de março de 2010

Pai


Se hoje é um dia importante para mim, para ti só tem mais que motivos para o ser também.
Deixa-me falar hoje um pouco sobre ti.
Nunca tive propriamente os meios nem se calhar o momento mais apropriado para o fazer, só que este ano, algo está mais lúcido, está mais limpo e permeável a que coisas como estas, e momentos como este, se possam repetir.
Aquilo que tu irás ler em seguida não tem de ser nada de novo, provavelmente se não tinhas ouvido, já devias desconfiar. Trata-se numa primeira abordagem de uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Quem é o meu Pai podem-me perguntar… Que direi eu? Que foi quem me fez? Bem isso não é grande novidade, então no campo da biologia até roça o obviamente previsível, que é o meu encarregado de educação, talvez não tão óbvio mas também se chegava lá.

Mas quem é o meu Pai?
O meu pai é uma das melhores pessoas que tive o prazer de me cruzar na minha vida. Se há pessoas que falam do coração, e que quando falam a sério, olhos nos olhos, de homem para homem, de pai para filho, essa pessoa é o meu pai.

Como é que eu vi o meu Pai ao longo da minha vida?
Bem desde pequenino que sei que ele cuidou de mim. A minha primeira recordação do meu Pai desde que nasci, remonta aos meus 4 anos. O cassula era bem mais cassula do que agora… E nessa altura estava eu ao colo da minha Mãe, curioso, num pequeno espaço que com o tempo aprendi chamar-se Elevador! O meu irmão valente estava ansioso à frente de toda a gente para ser o primeiro a chegar à porta, e o meu Pai, estava com a sua típica postura, tranquilo e paciente, sem pressa e sem grande vontade que o apressassem, típico…
A porta abriu-se e o meu Pai num acto de chefe de família encaminhou-se para a porta do nosso Apartamento e abriu as portas do lar onde havíamos de ter tantos momentos felizes lá dentro. Foi naquele momento que num acto simbólico de abrir a porta para a nossa família, lançou 2 filhos para uma vida cheia de momentos especiais, e outros bem difíceis, gentileza e cortesia da vida que não poupa ninguém às suas amarguras e crescimento.
O meu Pai era quem dos meus Pais tinha todos os motivos e raízes de ser mais desprendido e alegre para a vida. Contudo, para o meu Pai antes da descontracção e da brincadeira há a responsabilidade e as obrigações a que a vida obriga. Se calhar, por ser assim também muitas coisas nos poupou de preocupações. Não tinha clareza nem idade para perceber as coisas com a densidade suficiente em certas alturas.
Noutras alturas, era do entendimento da nossa casa, que os meninos não tinham de se preocupar com nada dos crescidos, afinal mais uma vez, estavam as asas de galinha e galo bem presentes para que a equipa imbatível que os meus Pais fazem continuasse invicta para dar aos seus filhos tudo aquilo que desejavam e bem mais do que tiveram na sua altura. Nesse aspecto acho que há motivos para celebrar. E se celebramos…

Em Maio de 2009, foi uma altura extremamente especial na minha vida. Quem estava lá a meu lado a viver de perto esse momento? O meu Pai!
E dizes tu que já vão 51 anos? O “Chalana” dos campos de futebol, o desportista invicto e talentoso… Pai és mesmo tu que as camisas não favorecem? Que estão sempre meias para fora e dão umas curvinhas típicas da idade?
Quem esteve contigo naquela altura em Maio, num dia inesquecível em que o Finalista do Curso de Direito reuniu alguma família e teve a oportunidade de partilhar com eles a sua enorme alegria de terminar uma fase da sua vida. Pai estiveste lá… Pai não me esqueço dos teus olhos quando me viste a sair do prédio, trajado, ansioso, entusiasmado por te ter lá, nervoso por partilhar contigo uma parte importante da minha vida, da minha academia, da tradição académica, de te dar mais um motivo para sorrir e sair de queixo levantado à rua, de te dar mais uma alegria em agradecimento por todo o teu esforço por me dares as condições para terminar algo fundamental para a minha vida. Fomos almoçar… Foi óptimo comeste onde nunca tinhas comido, (espero que a experiência no Chinês não tenha sido traumatizante) e no final do almoço, brindamos. Eu e tu, e o resto da família. Mas eu e tu, tínhamos uma sintonia diferente. Não era apenas mais um dia, não estávamos confortáveis nem em paz cá dentro… O meu coração estava tão acelerado… o teu não? A minha visão extremamente turva… não que tivesse bebido, mas porque as lágrimas me ofuscavam a vista. Trocamos um abraço convicto e forte, que durou algum tempo, mas ali Pai… pareceu que toda a minha vida contigo me passou diante dos olhos… ouvi palavras generosas e do coração como só nestes momentos tu és capaz de te deixar ir. Pena que não venham mais vezes ter a este lado, mais derretido não poderia ficar do que ouvir o meu Pai a dizer tais coisas.
Depois do que me disseste, que não vou esquecer por muitos anos que viva, depois de a minha garganta ter secado e não conseguir falar para as lágrimas não me caírem compulsivamente pela cara abaixo tal como o mesmo acontecia contigo. Creio que por muito que na vida caiam na tentação de nos comparar, os pais e os filhos, sei que de uma forma ou de outra, tenho muito a ver contigo, mesmo nos momentos que mais fechado estavas em ti mesmo, continuava a olhar-te com respeito e fascínio, confesso na altura da minha meninice também algum medo, mas acho que a educação que levei teve coisas boas e outras menos boas que para uma criança não teriam sido as mais fáceis de perceber. Principalmente porque quando era mais menino não sabia chegar a ti, não reagias, não falavas com a espontaneidade e a alegria com que eu falava. Não temos de ser todos iguais, mas nisso vejo que hoje estás diferente. Será que foi porque cresci e sentiste que tinhas sido bem sucedido na missão de me educar? Acho que isto é algo que terei de te perguntar para saber o que pensas. Se calhar com a idade vejo-me em certas alturas a recuar ao meu passado e procurar certas explicações e também conhecer o porquê de fazer algo ou dizeres uma coisa. Por vezes serve-me como grandes conselhos de vida, por outros apenas foram instantes que quereria que estivesses tão no alto como te tenho hoje em dia.
Acho que ninguém tem sempre grandes dias, e tinhas direito também aos teus. Em 51 anos também se não tivesses nenhum era sinal que a vida não te tinha mostrado como eram as coisas na realidade, e sempre gostei de ter um Pai com os pés bem assentes na terra.

Hoje que te escrevo este texto, que certamente sei que não estarias a contar, e por isso terá bem mais valor do que uma carta que tenhas recebido, aqui neste cantinho que quase ninguém conhece, posso dar-te um ar da minha graça, da nossa graça.
Continuas a ser alguém que encho o peito e de quem tenho um respeito muito grande, mas ainda tive um bónus, sinto-me bem mais perto de ti.
Sei que sempre disseram que Mãe é Mãe, mas Pai também é Pai! Não há mais nenhum, apenas ele me viu e me conhece em certos aspectos que mais ninguém pode saber. Quem me deu banho? Quem me levou ao hospital e cuidou de mim quando estava mesmo mal? Quem percebe o mal estar de um filho e sofre como ele sofre como um Pai? Quem aspira sempre mais de um filho e quer mais e melhor do que ele próprio teve? Quem não sente a pressão da sociedade de se poder intitular de um Grande Pai se não lutar dia após dia para que o seu filho tenha tudo a que ele considera ter direito? Quem esteve comigo nas alturas mais complicadas nos dias prestes a acabar o curso, e me levou de rajada e a toda a velocidade a Lisboa para me inscrever na Ordem dos Advogados? Quem nos meus tempos de menino com 10/11 anos se vestia bem agasalhado para pôr o Datsun a trabalhar para eu conseguir ir às aulas quando o Inverno rigoroso de Vila Real impedia muita gente de sair de casa? Nunca nos falhou o sacana… Quem me ensinou a jogar voleibol de praia? Quem fazia desenhos de precisão nas aulas de EDV quando o seu filho estava demasiado cansado para os fazer? Quem se fartava de ouvir o seu filho horas e horas a fio a tocar flauta? Bendito Alecrim e Pombinhas da Catrina!

Pois é Pai, tantas coisas que fizeste e ainda fazes… Sabes uma vez disse-te que apesar de eu saber o que pensas de mim, eu gosto de ouvir e que mo digas várias vezes. Não há nada como ouvir o nosso Pai a dizer o quanto gosta de nós ou o quanto se orgulha do que fazemos na vida. Viver à altura do que o nosso Pai considera ser bom dá uma energia e um alento que ninguém no mundo derruba.

Pai… Obrigado e agora o mais importante…


PARABÉNS!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

These humans...


O que são afinal?

O quê?

Isto... e vocês.

Quem?

Todos!

Vinha a caminho de casa quando tive uma luz... a importância que por vezes essa iluminação tem, o que por mundamente é utilizado como apenas iluminação de uma habitação ou de uma localidade, que nos permite vislumbrar o que a ausência de luz solar não deixa. Não é disso que falo.

Lembrei-me justamente de após a dita iluminação falar de algo peculiar em todos os humanos.
Todo o mundo, tal como o conhecemos, muda, não me perguntem quanto, isso não é o relevante aqui. Apenas há mudança e ela acontece por vezes quer a gente queira quer não, e não há propriamente nada que possa ser feito sem ser conformar-mo-nos.
Quem não ouviu uma vez na vida que tem de ser mais, tem de fazer, tem de conseguir atingir o inatingível, que no fundo as pessoas nos fazem acreditar que não é assim tão inatingível desde que trabalhemos e nos esforçarmos. Creio que isso é o que um progenitor normal nos dirá e não deixará que a pressão e o nosso fascínio por tudo o que de mais colosso nos desperta e faz aperceber da vastidão e complexidade da própria vida... e de quem está a passar por nós na rua e o papel que eventualmente essa específica pessoa pode ter, ou o impacto global dela mesma...

É um facto mais do que comprovado e batido que os humanos tentam num movimento e esforço perpétuo evoluir e sair da prisão que muitas vezes são eles próprios, reinventam-se, transformam-se, mudam o visual, a roupa, a forma física, até a sua própria sexualidade e outro comportamento ou afirmação psicológica que seja capaz de proporcionar uma identidade com a qual a paz seja compatível e também a estabilidade emocional.
Há qualquer coisa em todos nós que nos faz realmente diferentes e por outro lado estupidamente previsíveis. Tenho feito esse exercício e é impressionante como conseguimos transpor barreiras, escalar o que aparentemente não tinha uma brecha onde pudéssemos segurar-nos com alguma fiabilidade. Até agora... 100% bem sucedido.

Hey! Não tenho de ser melhor do que ninguém ou nada que estou aqui a referir, apenas queria deixar uma "pegada" nesse sentido. Sabiam certamente que a nossa fisionomia e aptidões dependem obviamente do meio em que estamos certo? Bem por meio não temos necessariamente de nos referir apenas na vertente sociológica das pseudo-oportunidades que serão bem mais favoráveis, e/ou facilmente alcançáveis quando se tem um bom apoio e suporte familiar, económico, social, cultural, etc...

Vamos aprofundar um pouco mais.

Até a Natureza nos define e as nossas características que são identificáveis comparativamente com outras pessoas.
Onde nascemos, entenda-se o sítio geograficamente concreto... influencia-nos. Nem podemos deixar de dizer gugu dádá e já estamos a ser influenciados. Como por exemplo? Algo simples, os humanos que vivem nos Himalaias tem características que lhes permitem viver com muito maior resistência que qualquer um que não ande por lá. A razão é simples, a altitude dos Himalaias por ser onde está o ponto mais alto de todo o mundo, torna que os humanos para lá habitarem precisam de ter por exemplo uma caixa torácica relativamente maiores do que os europeus por exemplo, que lhes permitem aguentar muito melhor o tipo de geografia com que lidam diariamente. Com o aumento da altitude também a própria atmosfera se torna menos densa, gera assim uma maior separação das moléculas do ar e consequente uma menor pressão. Significa isto que em concreto, a uma altitude de 5000 metros, a quantidade de oxigénio disponível para respiração encontra-se reduzida a 50% em relação ao nível do mar.

Existem bem mais exemplos que nos poderiam diferente nesta medida fisiológica e que nos tentam denotar de todos os demais, mas ao mesmo tempo, todos queremos ser mais do que possivelmente poderíamos ser à nascença. Essa pressão começa desde que nos incutem os primeiros sonhos do grande médico, advogado, banqueiro, governante, jogador de futebol que podemos vir a ser. Sem nos apercebermos e desde a tenra idade que o ser humano é permeável a receber todo o tipo de informação seja boa ou má (outro critério que não quero entrar em grandes pormenores).
Todo este engrandecimento nos transporta para uma espécie de constante e perpétua ascensão na sociedade e em tudo que estejamos envolvidos, a necessidade de ser o nº1 é francamente uma vontade e aspiração que se aceita como válida e justa. Mas essa necessidade no fundo pode ter bem mais que se lhe diga. Na sua óptica de elevação constante, em busca de uma maior realização, da nossa marca neste mundo, há uma "divinização" do ser humano em questão que conseguiu ir mais longe que todos os outros, é alvo de respeito, veneração, culto, cerimónias e comemorações que param um país se for preciso.

Somos humanos ou deuses?

Prometeu, esse ousado ser que roubou o fogo aos deuses para o dar aos homens, recebeu um belo castigo, acorrentado nas rochas e com uma águia que repetidamente lhe comia o fígado e que após toda essa agonia, o seu fígado voltava a regenerar-se.

Outros que apontam para outra definição deste problema, podem chamar-lhe Karma, colhes o que semeias. Quer queiras quer não, não há acção sem consequência, o que denota que de alguma forma há uma relação directamente entre a prática do bem e do mal, onde respectivamente algo bom ou mau te acontecerá consoante a natureza da tua acção ou intenção.

Numa perspectiva mais religiosa podemos falar de um livre arbítrio que se diz que até um anjo ousou questionar Deus. Pobre anjo... caído. Bem não sabemos se teve algo a ver ou não mas facto é que temos livre arbítrio, ou pelo menos gosto de acreditar que sim e que não há plano mais maquiavélico do que o meu a falar sobre isto tudo (ok... até pode haver porque tudo isto pode apenas ser uma teoria pateta, mas depende de como o forem lendo, pois há luzes que podem acender-se ao andar deste mesmo texto) contudo, nada do que exterior a este pensamento pode entrar, não tem se não deixarem, se não julgarem, se não tentarem diferenciar-se por reflexo ao que está escrito e se defenderem com o que acreditam ser mais verdadeiro ou mesmo verdadeiro.

Sejamos honestos, há demasiada pressão que nos melhorar e ser menos defeituosos do que o dia que viemos cá ter, depois de 9 meses de pontapés dentro da nossa mãe pela irritação que nos provoca ter de sair do nosso sossego eterno. Os bebés choram devido ao choque que sofrem pelo ar entrar pela primeira vez nos seus pulmões, quando não há choro é mau sinal, os pequenos pulmões dos ditos cujos não estão a trabalhar correctamente por isso uma palmaduska de boas vindas a este mundo não pode vir em melhor altura para provocar a 1ª reacção e dor fora do conforto da barriguinha da mamã.

Vá sejamos honestos, por muito que a maior parte do globo não nos conheça, nós sabemos que há sempre alguém que é capaz de nos ler, que nos conhece melhor que qualquer outra pessoa e nos deixa desarmados de espanto ou de surpresa. Há coisas que bem que sejam pensadas e postas em prática, haverá sempre quem em virtude da coisa mais estranha nos vai prever e ler de uma forma que ninguém havia sido capaz, vai colocar em causa a nossa "divindade" de pensadores ou de executores exímios da nossa obra prima. Há sempre alguém acima não há? É difícil sermos invulneráveis como os ditos Deuses que nada que façamos pode abalar do seu posto imaculado e todo poderoso. Acaba por ser uma chatice confessemos, nós esforçámos mesmo do mais profundo do nosso ser para conseguir ser o número 1 e estão lá aqueles jarretas a deixarem-nos fazer figura de otários depois de tanta previsão de movimentos e jogadas de um tabuleiro de xadrez que pode ser a vida mais as nossas escolhas.

You bastards!

Depois deste momento de pequena exaltação e frustração pela nossa condição finita e limitada, não nos sentimos assim tão impressionantes nem tão magníficos ou dignos de admiração pois não? Bem eu não me senti, o que acabou por ser engraçado por contrariar tanto que a sociedade nos faz favor de incutir gratuitamente e que a certo momento já não consideramos nada diferente porque se toda a vida ouvimos algo, é porque deve ser verdade.

Mas!

Quando estamos iluminados o suficiente para dizer aquela palavra que preocupa e deixa a tremer todos os que acreditam em dogmas da mais diversa espécie, pode haver um detalhe que não tenham pensado, e muito provavelmente até podem nunca ter pensado se aceitaram uma verdade como absoluta sem ousarem por em causa o que está instalado. Nem que seja para vos fazer sentido, o mais pequeno sentido, de algo que não sejam outros a dar-vos as premissas de um raciocínio e vos condicionem à partida o próprio resultado e vos força indirectamente a concluírem o que os outros tinham dito. Bastante engenhoso... mas há algo a estudar o que de mais parvo possa parecer. A filosofia por exemplo faz as pessoas pensar do que por vezes nunca haviam concebido ser possível. Estavam formatados para apenas aquilo como haviam de conceber algo diferente? Não podiam. Nas minhas aulas de filosofia e quem por exemplo levava aquilo como realmente uma experiência rara em que alguém nos queria ouvir sinceramente sobre a nossa visão do mundo. Sentirão isso? Em caso de resposta negativa lamento por vocês. Mas no caso de terem dito que sim, pensem no seguinte. Estar numa sala de aula onde até vá ponderemos ter um professor digno do nome, que ensina e também aprende com os alunos, pergunta-lhes algo sinceramente para o qual não há resposta certa, mas há a resposta de cada um. Não nos deixou constrangidos? Ou então um bocado sem saber o que dizer? Não é que não saibamos o que dizer, mas de facto foi tão raro as vezes que nos deixaram dizer algo relacionado com isso que até estranhamos que a esmola seja demais, ou que alguém esteja a filmar aquilo para posteriormente usar contra nós (malditas tecnologias que tornam tudo possível lol). De qualquer maneira mesmo quando pensamos que é a nossa altura de brilhar e de nos fazermos ouvir no seio de uma turma onde podemos ter mais ou menos respeito e admiração, acontece algo inesperado... (ou então até é bastante esperado) sentimos a pressão do efeito que a nossa resposta pode ter em quem nos ouve, que em seguida nos julgue, nos goze, não nos leve a sério, nos considere alguém bastante instável para ser considerado uma pessoa racional e diligente. Tal pressão fazia com que muita gente dissesse o politicamente correcto e o que estava mais que estabelecido. Para os que saiam da "concha" e saíam com um pedaço de genialidade vindo do mais profundo do seu ser, que por tudo o que tinha passado fazia perfeito sentido, e no qual o professor ficava radiante por ter uma cabeça pensante que arrisca, sai do que é esperado que faça e anime a vida do pobre professor.
As palavras saem e as pessoas ficam espantadas, estupefactas com a ousadia e determinação, de tal forma que esperam que um trovão ou a censura do lápis azul entre em funcionamento e o cale de toda a heresia ou barbaridade que está a dizer... (não no sentido literal), surpresa das surpresas, isso não tem de acontecer, e muitas vezes em que acontece é o medo de abalar o que para eles estava sedimentado... No fundo chama-se a este tipo de pessoas: fracos, cobardes, ingénuos, crentes no que não faz sentido, pessoas que envergonham os seres pensantes (que eles próprios deviam ser e escolhem limitar-se e vedar-se à diferença. Activa-se o preconceito, o racismo, a xenofobia, os radicalismos, reage-se do que se tem medo que se propague, que se torne inaceitável, imoral... E sabem o que acontece no caminho? Direitos, Garantias, Liberdades, Opinião Livre, e outros conceitos bonitos como os que referi ficam sem efeito, ou são tão reduzidos que nem que seja socialmente já fomos condenados e fuzilados pelo nosso querido meio.

Ironia dos humanos não é?

Noutra altura aprofundo mais o monólogo... Hope you liked it.











(Private message. - *@ Kimi o aishiteru)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

22 de Fevereiro


Hoje o dia é naturalmente para festejar… e por isso meus sinceros Parabéns!
Mas não é apenas isso que te quero dizer… este dia para mim quer dizer bem mais e tu depois de leres isto poderás dizer de tua justiça também ok?
Sei que fazes 14 anos, e se calhar pensas que relativamente a quando tinhas 13 anos, pouco ou nada mudou, os teus dias continuam semelhantes com as idas à escola, a preparação de testes, jogar fm, andar de bicicleta, tornares-te ainda mais pró na boccia. São certamente coisas que preenchem o teu dia e que te deves orgulhar porque estás na idade em que tudo pode tornar-se realidade, a tua maior limitação na tua vida será aquilo que tu colocares entraves, tudo o resto com força de vontade e a atitude certa podem levar-te para patamares que nunca julgaste serem possíveis.
Neste dia além das boas coisas que se costumam dizer e de certeza que quando estiveres a ler, já te devo ter dado um grande beijão (sim eu dou-te beijos e isso não é razão para pensar “ah e tal lá está ele a ser veadxinho..) são beijos de irmão aqueles que se dão toda a vida sem vergonha nem ficar corado por se sabe que é aquilo que se sente e aquilo que está certo.
Sou o mais novo da minha casa, tal como tu és da tua, a única diferença é que tu és o homem da casa quando o teu pai não está, é a ti que compete crescer e cuidar da tua mãe e da tua mana quando os respectivos “maridos” não puderem. Tens uma responsabilidade e sei que tens também grandes ambições em relação a isso. Tu sabes bem que estás a crescer e a tornar-te capaz de muito mais do que estarias preparado há 1 ou 2 anos não é? Será que já pensaste nisso no intervalo das transferências do FM ou de outra distracção qualquer? Devias André. Outra coisa que também te posso dizer que eu sei que já te apercebeste à muito tempo, é sobre a tua irmã, tens uma deusa na terra para te proteger, para te amar, e para te acompanhar em todos os passos… nesse caminho espero que me dês a honra de te acompanhar por muitos e bons anos, gostaria muito. De certa forma, és o irmão mais novo que nunca tive, aquele irmão que sinto que posso ensinar muitas coisas e tornares-te um Homem a sério, daqueles que já há muito pouco, daqueles que são visíveis no meio da multidão, pelo seu conhecimento, pela sua educação, pela sua beleza, pelo seu carisma, pelo seu interesse, pela sua mística, também tu tens isto contigo.
Sabes bem que a tua irmã custa ver o menino dos olhos dela tornar-se um homem e daí vir aquele sentimento que te sente a afastares-te para o teu canto ou o teu “mundo” porque também ele tens direito, é a tua vida, não tens de estar sempre debaixo da asa de alguém, se bem que sabemos que a tua mãe e a tua irmã do coração nunca vão deixar de babar pelo filho e irmão prodígio. São ossos do ofício, coisas a que estás de certeza mais que habituado porque nasceste com estes anjos né?
Também o teu Pai, sei o quanto é importante para ti, ele é realmente alguém que se esforça por que te tornes um homem preparado para a vida, sabes que é dura certo? Bem de facto não sabes, ainda és muito protegido e isso tem um motivo, que é dar-te mais habilidades e mecanismos para lidar com o imprevisto. Nunca te perguntei, nem sei se tu próprio te perguntaste isto que te vou dizer agora. Lidas bem com a forma de estar e de ser do teu pai contigo? Gostas da relação que ele tem contigo? Já viste que a tua mãe é bem diferente da forma que trata de ti. O teu pai prefere apetrechar-te do que é necessário para ser alguém com visão e inteligência, já a tua mãe puxa sempre para o sentimento, mas mãe é mãe, não a culpes, pelo contrário, estima-a é a única mãe que tens e ela vive para os filhos com todas as forças. Os seus filhos são aquilo que de mais valioso ela tem consigo, sabes também isso :)
Depois de tanta coisa que te disse, espero que tenhas tido uma pequena ideia do que achei que por texto te entraria bem melhor do que estar a conversar contigo. Porquê? Simples, ainda levas as coisas com muita inocência da idade, uma coisa falada se for muito longa leva-te mais a bocejar do que a absorver o que te é dito.
É mesmo bom ter-te como cunhado, mas como dizer isto seria ser injusto, acho que já percebeste que és bem mais que isso não é? Serás sempre o pequenino aos meus olhos, o meu pequenino em quem tenho tanto orgulho de estar ao lado e de viver as tuas alegrias e ajudar-te a ultrapassar os teus problemas, conta comigo para o que precisares, mas isso acho que já percebeste.

Agora que os teus 14 anos sejam tudo o que desejas, e não tenhas medo de desejar e pedir tudo da vida, ela dá-te se souberes merecer as coisas.

Parabéns Andrez0r… Omae wa ioai janaii é o que dizes não é? Então a partir de agora irás ter uma alcunha japonesa :) que te parece? Escolhi o nome: Raion! Significa Leão, tem tudo a ver contigo. Espero que gostes ;)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

First day...




Saudações já depois de 24h terem passado da minha escrita e pelo qual aproveito para dizer que quem pensa que profissões liberais são fáceis... enganem-se!
Pois é verdade que foi o primeiro dia de o que se avizinha ser uma grande época para mim, devido ao desafio que foi abraçado por mim nesta nova etapa da minha vida.

Ok primeiro deixem-me dizer já isto antes que não vá a tempo... estou francamente cansado... mesmo como não estava à bastante tempo, mas verdade seja dita, se há sítio onde se pode dizer: aqui trabalha-se! (ok é mesmo onde eu estou) isto é irónico porque onde estava anteriormente não podia dizer que não tivesse nada que fazer mas era bem diferente e depois do dia de hoje tudo ficou mais claro. Dizem que o trabalho faz bem, e se faz, nem que seja valorizar bem mais os poucos momentos que se tem para descansar ou para estar com os nossos mais queridos.

Engraçado que a esta hora 0h30 estava eu ainda a pensar o que fazer até às 2 da manhã e depois ponderava ir para a cama, neste momento apetece-me deixar uma pegada do que sobrevivi para a posteridade :p

A ti Pintainha, pelo apoio, pela alegria, pelo sorrir, pelo trocar de olhares, pela companhia, pelas beijinhas, pelo carinho, pelos miminhos, pela delicadeza, por me ouvires, por te encostares no meu peito, por respirares comigo, por me dares a mão, por compreenderes o que passo, por tornares tudo mais fácil, obrigado deste teu irremediável apaixonado e vidrado em ti! *@